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Semae

Página inicial / Nossa História

Quase 60 anos cuidando do maior patrimônio de Mogi.

O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) foi criado pela Lei Municipal 1.613, de 7 de novembro de 1966. Desde então, somos um patrimônio público dedicado à qualidade de vida dos mogianos.

Abastecimento de Água

Da Serra do Itapeti às modernas Estações de Tratamento

Início do Século 20

O abastecimento em Mogi das Cruzes era realizado por água proveniente da Serra do Itapeti, especificamente pelas fontes Muniz e Veríssimo.

Rua Capitão Paulino Freire, nas proximidades da Rua Ipiranga, em 1922. Embaixo da árvore, nota-se o chafariz, em que a população tinha acesso a água
1929

A estimativa era de que a captação encaminhava à cidade em torno de 7 litros por segundo, por meio de uma adutora.

Para armazenar esse volume e fazer a distribuição para a população do perímetro urbano, foi construído um reservatório com capacidade para aproximadamente 2 milhões de litros. A estrutura foi inaugurada em 14 de julho de 1929.

Inauguração do primeiro Reservatório de Água de Mogi das Cruzes, em 14 de julho de 1929,. Estrutura tinha capacidade para 1,9 milhão de litros
1951 a 1957

1951: A captação de água do rio Tietê começou com uma estrutura construída às margens da atual Avenida João XXIII, à época conhecida como Estrada do Rio Acima. Com isso, a captação dos mananciais da Serra do Itapeti era encerrada, após meio século.

1957: Foi inaugurada a Estação de Tratamento de Água (Rua Otto Unger, 450) e também o reservatório-torre de 600 mil litros. A famosa caixa d’água de duas cubas se tornou, ao longo dos anos, um símbolo arquitetônico da autarquia e da cidade.

Estação de Captação de Água do Rio Tietê, localizada ao lado da Avenida João XXIII, no início da década de 1960.
1966: A Criação do Semae

Com o vertiginoso crescimento de Mogi das Cruzes, em novembro de 1966 foi criado oficialmente o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) como entidade autárquica responsável pelo abastecimento de água e pela coleta e afastamento de esgotos.

Acima, vista de Mogi das Cruzes, em 1960. Reservatório se destaca na paisagem. Abaixo, relatório de ações do Semae de 1968 (à esquerda) e o antigo Reservatório de Água (à direita), inaugurado em 1929 e utilizado ainda hoje
Anos 1970

1971: o Semae mudou sua sede das instalações alugadas na Rua Dr. Deodato Wertheimer para o prédio próprio construído na Rua Otto Unger, onde funciona até hoje, ao lado da ETA Centro.

1972: inauguração do Reservatório Baixo 1 (RB-1) na Vila Natal, que com capacidade para 15 milhões de litros, é o maior entre as estruturas próprias da autarquia. A rede de distribuição foi ampliada para Braz Cubas, Jundiapeba e Alto do Ipiranga. Início da aquisição de água da antiga Comasp (hoje Sabesp).

1977: entra em operação o Reservatório Baixo 2 (RB-2), no Jardim Santa Tereza. Pertencente à Sabesp, mas a distribuição de água naquela região é feita pelo Semae.

1988

Inaugurada a nova Estação de Captação do Município, localizada no bairro Rio Acima. Um passo fundamental para acompanhar a demanda da população que não parava de crescer.

Construção da Estação de Captação e Recalque 2 (ECR-2), que em 1988 permitiu a transferência da captação de água do Rio Tietê do Socorro para o Cocuera
1990 a 1992

Ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Centro: nova entrada de água, vinda da captação, e novos floculadores e adutora de um quilômetro de extensão até o Reservatório Baixo
1 (RB-1), na Vila Natal.

Operários trabalham na estrutura dos novos floculadores da ETA Centro (início da década de 1990); tubulação é da chegada de água bruta, vinda da captação
2004 a 2008

Prefeitura e o Semae elaboram o Projeto Mogi-Sanear, que no setor de abastecimento de água apresenta como principal resultado a construção de uma nova Estação de Tratamento
de Água, a ETA Leste

Projeto Mogi-Sanear permitiu ao Semae construir sua segunda Estação de Tratamento de Água, na Avenida João XXIII, onde também funcionou a primeira captação de água no Rio Tietê
2010 aos dias atuais

Autarquia segue investindo em grandes reservatórios, adutoras e redes para ampliar o abastecimento em toda a cidade. Obras de setorização nas regiões leste e oeste modernizam o sistema.

Construção do reservatório da Vila Pomar (em setembro de 2017); com capacidade para 8 milhões de litros, integra o Centro de Reservação da Vila Moraes

CENÁRIO HOJE

O Sistema Atual de Abastecimento

O Semae fornece água a 98% da área urbana de Mogi das Cruzes, sendo que 60% de toda a água consumida pelos mogianos é produzida internamente pelo próprio Semae, a partir da Estação Pedra de Afiar

Captação

Estação de Captação e Recalque 2 (ECR-2) Pedra de Afiar, no Rio Tietê (Rio Acima)

Tratamento

Duas modernas Estações de Tratamento de Água ativas (ETA Centro e ETA Leste, no Socorro)

Distribuição

Mais de 1.200 quilômetros de redes de água, aliados a diversos reservatórios e elevatórias

Sistemas Isolados

Poços e redes em Boa Vista, Biritiba-Ussú, Barroso, Chácaras Guanabara, Quatinga e outros bairros distantes

Coleta e Tratamento de Esgoto

O longo caminho rumo à universalização do saneamento

Até o Início do Séc. 20

Mogi das Cruzes se desenvolveu ao longo das margens do Rio Tietê e seus afluentes, utilizando-os como coletores naturais. Ruas estreitas e casas coladas às margens de córregos não possuíam canalizações específicas para esgoto. Somente por volta de 1920 a região começou a dispor de um sistema unificado de drenagem e coleta.

Igrejas do Carmo, uma das construções mais antigas de Mogi das Cruzes. Ordem religiosa também teve importância no desenvolvimento do abastecimento de água na cidade
1960 e 1970

1960: A cidade possuía cerca de 80 km de coletores exclusivos para esgotos, mas com lançamento “in natura” no Tietê. Esses coletores atingiam menos de 40% da população.

1970: Surgimento do Planasa (Plano Nacional de Saneamento) e do BNH. Com base no modelo de concessionária única estadual, a Sabesp inicia a construção da Estação de Tratamento de Esgotos de Suzano e um Interceptor para coletar o esgoto mogiano.

Estrutura de Captação de Água do Rio Tietê, na década de 1960. Utilização do manancial foi determinante para ampliar o acesso dos mogianos à água
1992 e Anos 2000

Em 1992, a Sabesp começa a implantar coletores-tronco na região de Mogi. Até o final dos anos 90, o foco dos investimentos era apenas a coleta.

No ano 2000, a cidade coletava 78% do esgoto, mas tratava apenas 0,5% do volume gerado.

2008 a 2023: O Grande Salto

Com a virada do século, o Semae e a Prefeitura voltaram seus esforços para o tratamento.

Em 2008, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Esgoto Municipal, ao lado do Parque Centenário (Cezar de Souza). Ela trata os efluentes da região leste da cidade, enquanto a ETE da Sabesp, em Suzano, trata os da região central e oeste, permitindo um salto histórico nos índices ambientais.

94%
ESGOTO COLETADO
72,7%
ESGOTO TRATADO (2023)
800 km
EXTENSÃO DA REDE

Fonte Histórica

Trechos do conteúdo desta página foram compilados e adaptados da publicação original, que resgatou memórias e dados cruciais para a construção da memória institucional da cidade
"50 Anos Semae (1966-2016) - A história do Serviço Municipal de Águas e Esgotos de Mogi das Cruzes."